As múltiplas linguagens

ATAS ELABORADAS PELAS ALUNAS DO CURSO AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE: PROPOSTAS DE AÇÃO NAS CRECHES E PRÉ-ESCOLAS 8a. CRE

Wednesday, November 15, 2006

PASSEIO CULTURAL

No dia 21/10/2006, foi realizado primeiro passeio cultural do Curso de Extensão em Educação Infantil da PUC/SME.
Combinamos estar às 08:30 h na Escola Sá Pereira, em Botafogo, onde começaria o nosso dia, conhecendo o estabelecimento acima citado.
Foi-nos servido um delicioso café da manhã, com muito carinho, pela nossa professora Maria Teresa, logo na chegada.
Às 09h, mais ou menos, começamos a assistir ao filme combinado: “Quando tudo começa”. Ele mostra o dia-a-dia de uma escola francesa do governo, com todos os seus problemas, muitas vezes, nos fazendo lembrar do nosso próprio trabalho diário.
Percebemos que embora o filme se passe em outro país, com outras culturas, há uma similaridade dos fatos com a nossa realidade. Pudemos pensar na importância de uma direção comprometida com as relações que se estabelecem na escola, cuidadosa com vários aspectos que interferem no dia-a-dia, aberta às contribuições e diálogo com as famílias e a comunidade.
O filme é muito interessante e, muitas vezes, dramático.
Pudemos nos reconhecer em vários situações.
O grupo gostou bastante do filme e do que conhecemos daquela escola, que, embora pequena, é muito aconchegante e acolhedora.
Fomos também à parte em que são atendidos os alunos da Educação Infantil. Ali, pudemos nos apropriar de várias sugestões para o nosso trabalho, e notar o tanto de carinho e aconchego existentes naquelas paredes revestidas de trabalhos das crianças menores.
Trabalhos esses em que percebemos uma alta dose de criatividade e capricho.
Dali, fomos em três carros para o Catete, mais precisamente ao Centro Cultural da Telemar, visitar uma exposição de Artur Omar, um artista brasileiro contemporâneo, que trabalha com fotografia, cinema, instalações e artes plásticas, e que foi considerado, nos anos 80, um dos primeiros artistas no Brasil a lidar com novas mídias, como o vídeo, que traz uma linguagem bem sofisticada, com a criação de metáforas visuais e relações inusitadas entre imagens e sons, fazendo desdobramentos no campo das vídeo-instalações, completamente coerentes. Em quatro andares de mostra do autor, pudemos nos deliciar com uma obra contemporânea extremamente bela, instrutiva e reflexiva.
Nosso Encontro Cultural terminou na porta do Centro Cultural da Telemar com as despedidas, tirando fotos para o nosso blog, e a promessa de ter, pelo menos mais uma, desta super agradável manhã, em que nos unimos, fora da sala de aula, e tanto aprendemos.
Sandra de Almeida Pereira



Zooprismas

"Arthur Omar. Zooprismas. Centro Cultural Telemar. Rua Dois de Dezembro 63, Flamengo, de terça a domingo, das 11 às 20 h. Até 29 de outubro.

São palavras como glória, anjo, pureza, vertigem, desmaterialização. E mais citações filosóficas, a Marselhesa e sua invocação dos cidadãos às armas. E também uma música orquestrada, grandiloqüente, por trás de rostos humanos que se desfazem.
Podia ser um pensamento sobre a luz e sua velocidade, e sobre outras coisas velozes, mas fica um cheiro de religião, de monumentalidade, de estímulos sensoriais encantatórios, quase hipnóticos, e isso esmaga a possibilidade de pensamento.

É Arthur Omar nos quatro andares do Centro Cultural Telemar.
E é a questão da religião ser ou não uma resposta viável ao niilismo ocidental. Se a menina afegã - ainda sem idade para a
burka - de uma de suas instalações pode ou não ser comparada à menina dos brincos de pérola, pintada por Vermeer - o mestre da escola que escolheu o cotidiano, a materialidade extremamente otimista da vida imanente dos burgueses de seu tempo, como tema.

O mesmo incômodo prevalece em Madona do Rio, em que uma face de mulher, no registro simbólico conservador de mulher-sofredora (olhos baixos, cabeça inclinada), recebe, sofre, raios de luz frenéticos sobre a pele. No vídeo Ballet 2, congelamentos periódicos da imagem dos bailarinos (do Mannheim Opera Ballet) aponta para a idéia de que a ética/estética está ligada à premissa de uma perspectiva extra-temporal: os movimentos têm em si a possibilidade do eterno, do imutável.

Na instalação Pele Mecânica, um desdobramento em cores digitais da obra em preto e braco Antropologia da Face Gloriosa, as dimensões sobre-humanas das faces que se dissolvem supõem uma metafísica que aplaca a experiência de alteridade que poderia acontecer com a seqüência de tipos variados.
Em Anjo, um pária domina a cidade com o olhar. Aqui há um registro piedoso, que implica em uma transcendência na medida que a figura apresenta, mais uma vez, uma temporalidade distinta, a interromper o ritmo luminoso do fundo urbano da parte inferior da imagem.

Nas fotos de Dionísica, o retrato é da “monstruosidade da carne”, seja lá o que se possa entender disso.
E Mola Cósmica, o painel que ocupa a fachada do prédio, faz lembrar a frase de Kierkegaard, de que repetição é a única forma de eternidade disponível aos humanos.Em que pese o nome de Zooprismas da exposição, estamos diante de uma apresentação mais de prismas de luz que espelham a própria luz do que de pertencimento e espelhamento de uma história e de uma escolha, de uma experiência do possível."
Autoria de Elvira Vigna
03 de outubro de 2006


Elvira Vigna é escritora e crítica de arte, com formação em letras e arte, e mestrado em teoria da significação pela UFRJ. Último livro publicado: "deixei ele lá e vim", 2006, companhia das letras.

Arthur Omar
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

"Arthur Omar é um artista brasileiro contemporâneo. Trabalha com fotografia, cinema, instalações e artes plásticas. Foi considerado, nos anos 80, um dos primeiros artistas no Brasil a lidar com novas mídias, como o vídeo.
Já foi dito que “nada pode parar o fluxo de imagens, palavras, sons e idéias contidos numa obra de Arthur Omar" (Paulo Herkenhoff). Fluxo torrencial e velocidade são também suas marcas pessoais. Arthur Omar é um artista brasileiro múltiplo, com presença de destaque em várias áreas da produção artística contemporânea. Realizou o longa-metragem
Triste Trópico em 1974 e mais de 30 filmes e vídeos.
Trabalha com cinema, vídeo, fotografia, instalações, música, poesia, desenho, além de ensaios e reflexões teóricas sobre o processo de criação e a natureza da imagem. Em todos os campos, Arthur Omar introduziu novas maneiras de pensar, e contribuições radicais a uma renovação das linguagens e das técnicas.
Temas como o êxtase estético, a violência sensorial e social e a construção de metáforas visuais marcam toda sua obra, voltada para busca de uma nova iconografia da realidade brasileira. Documentário experimental, fotografia, vídeo-arte, moda, filme de ficção e vídeo-instalações, suas imagens migram e se transformam através dos meios, suportes, linguagens.
Em
1999, teve retrospectiva completa de sua obra em filme e vídeo no MOMA, Museu de Arte Moderna de Nova York, e em 2001 no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio e de São Paulo.
Na Bienal de São Paulo de
1997, apresentou a instalação fotográfica Antropologia da Face Gloriosa, painel com 99 fotografias preto e branco em grande formato, parte da um estudo do rosto e do êxtase fotográfico como dimensão transcendental, série hoje reconhecida como um clássico da fotografia brasileira. Algumas dessas imagens vão dar origem a atual série colorida A Pele Mecânica.
Foi destaque na Bienal de São Paulo de
2002 com a série Viagem ao Afeganistão, conjunto de 30 fotografias em grandes dimensões compondo paisagens paradoxais e perspectivas impossíveis, onde as imagens realizadas na zona de catástrofe, entre Cabul e Bamyan, desconstroem o olhar jornalístico, apontando para um realismo pós-contemporâneo.
Em
2001 foi premiado por duas exposições individuais pela Associação Paulista de Críticos de Arte: O Esplendor dos Contrários (Centro Cultural Banco do Brasil-SP), série de fotografias de paisagens amazônicas, em que reinventa o espaço e a luz e trabalha com efeitos em 3D e a exposição Frações da Luz (Galeria Nara Roesler), série de caixas de luz em que explora a serialidade e a luminosidade "interna" de imagens vindas de diferentes suportes.
Sua produção contemporânea em vídeo traz uma linguagem extremamente sofisticada, com a criação de metáforas visuais e relações inusitadas entre imagens e sons (
Atos do Diamante, Pânico Sutil, A Lógica do Êxtase e o longa-metragem em vídeo Sonhos e Histórias de Fantasmas, com desdobramentos no campo das vídeo-instalações, suporte para o qual desenvolveu uma linguagem própria de forte impacto sensorial e marcada pela imersão do espectador (Inferno, Fluxos).
Publicou os livros de fotografias
Antropologia da Face Gloriosa, O Zen e a Arte Gloriosa da Fotografia, e O Esplendor dos Contrários . A Lógica do Êxtase é o livro de referência sobre sua obra em filme e vídeo. Participa de mostras de Arte dentro e fora do Brasil: Bienal de Valência 2000, Bienal do Mercosul 1999, Bienal de Havana em 2000, Babel-Museu de Arte Contemporânea da Coréia 2002, ARCO 2000 e 2003, Foto Arte Brasília 2003, e LisboaPhoto 2003, onde ocupou a totalidade do Pavilhão de Portugal da Expo com uma grande retrospectiva de suas fotografias em preto e branco."

AULA 12

EMENTA:
A criança, a escola e a cidade – A criança e a cidade. Discutir as inter-relações entre criança, escola e comunidade. Pertencimento ou não da criança e das professoras à comunidade na qual a escola se insere. Relação da escola com a comunidade - abertura ou fechamento? Participação, parceria e voluntariado. Limites e possibilidades da escola frente às questões sociais. O bairro, o entorno, a localidade.

TEXTO:
KRAMER, Sonia. Barraco e Anel. IN: POR ENTRE AS PEDRAS: ARMA E SONHO NA ESCOLA. São Paulo: Ática, 1993.

AULA 11

EMENTA: Eu e o outro no espaço escolar - Discutir as interações que se estabelecem, no espaço escolar, entre a professora e os outros (colegas, auxiliares, diretora, coordenadora, crianças, mães, família e comunidade). Analisar os diferentes papéis que a professora de educação infantil assume (mãe, professora, faxineira) ao trabalhar com as crianças. Discutir o binômio educar x cuidar - quem educa, cuida? Quem cuida está educando? O que se diz e o que se silencia nas inter-relações?

TEXTOS:
FREIRE, Madalena. Aspectos Pedagógicos do construtivismo pós-piagetiano. IN: GROSSI, Esther P. e BORDIN, Jussara (orgs). CONSTRUTIVISMO PÓS-PIAGETIANO: UM NOVO PARADIGMA SOBRE APRENDIZAGEM. Petrópolis, RJ: Vozes, 1993.
COSTA, Vicência Cesário da. Destino nos pingos da chuva (35); Nós, os pancólios (36); Amarelo , cor da saudade (40). IN: TIRIBA, Léa e FIGUEIRÊDO, Hermila (orgs) REDE HUMANIDADE CRIANÇA;COLEÇÃO DE FICHAS EM FORMATO PACS/DPH. Rio de Janeiro


ATA DO ENCONTRO REALIZADO EM 05/10/06
O texto "Conversando com professores sobre uma prática da alfabetização a serviço das classes populares" , levantou uma discussão em torno da abordagem, que durante muito tempo, levou os educadores a acreditarem que a escola mudaria a sociedade; enquanto em uma outra abordagem, que é a atual, vem o fato de que as atribuições que hoje estão por conta da escola, em excesso, muitas das vezes cabem a outras esferas, como a das políticas públicas.
Quando a escola não consegue cumprir o seu papel, que é o de transformar, se torna mera reprodutora da situação vigente, a exemplo da questão do ciclo, que está ocorrendo no momento, de acordo com a colega Gessy, se tratando de uma imposição de cima para baixo, contando com a aprovação de alguns intelectuais, sem a consulta/participação dos diretamente envolvidos na situação, levando dessa forma a uma discussão com alguns defendendo pontos positivos e outros colocando principalmente a questão da imposição e a falta de diálogo.
Também foi colocado que a alfabetização já é uma responsabilidade que se inicia na educação infantil, se tratando de uma reflexão social, devendo o aluno ser estimulado, desde cedo, para a futura leitura/escrita, através da promoção do contato com) mundo letrado. Há de se fazer um trabalho bem feito com a faixa etária de cinco/seis anos.
Sonia Kramer coloca em seus estudos que o importante é alfabetizar, não importando a forma e sim o melhor modo que cada um encontra, onde o método não importa tanto e sim as estratégias utilizadas para se alcançar o resultado, tratando-se de U,il compromisso, que é político. Não podendo faltar nunca o envolvimento com o aluno, a valorização do seu trabalho, inclusive através de exposições, pois ler não é só codificar letras, é também entrar em contato com o mundo, promovendo diálogos etc. e para isso é necessário que seja garantido ao professor tempo para que ele estude. Assim, Tereza colocou que cada um de nós deve ser um elemento provocador na UE em que trabalha.
A escola também não pode esquecer do espaço da ludicidade, pois em muitas veze~, esta fica renegada em nome da alfabetização. Também o can1étr,'.J experiências da infância, a cultura, assim como a linguagem compõem o conteúdo da EI, pois este não é, por exemplo, uma simples comemoração de uma data comemorativa e sim algo mais abrangente, como o despertar para a solidariedade, para o respeito etc.
A função da escola não é só transmitir conhecimentos, mas tambClil valores, o conteúdo deve ir além dos conceitos, englobando as atitudes (o saber fazer, o pesquisar...), de acordo com Gessy e Tereza.
Também foi colocado que rotina é diferente de hábitos básicos. Que incluem higiene (hora da escovação dos dentes, do banho etc), hora das refeições etc.
As escolas, assim como as creches precisam cuidar também, até porque cuidar e educar são indissociáveis, principalmente na EI. Quanto menor a criança, maior a dimensão do cuidado.
Segundo Tereza temos que estar dispostos a buscar alternativas para um trabalho melhor, há de se ter criatividade, como por exemplo colocar sentados próximos alunos em diferentes níveis de aprendizagem ( conceito de zona de desenvolvimento proximal-segundo Vygotsy). Não esquecendo também de reconhecer que a escola de hOje tem muitas atribuições que lhes estão sendo exigidas.
Agora, de acordo com o texto" Arma e Sonho", (depoimento da Ana Lúcia) do livro de Sonia.Kramer, o grupo chegou a conclusão que o professor tem na escrita/leitura a arma (ferramenta) para a vida, mas não se permite sonhar.
No texto de Patrícia Corsino, "Alfabetização não tem receita, mas tem princípios" , é colocado que a escrita sai de dentro para fora, sendo uma construção, através da contextualização das tarefas, levando à reflexão e não a mera reprodução do conteúdo a ser transmitido.
Gal abordou a respeito do método "Kumon", que é aprendizagem baseada na repetição, o que apresentou resultados positivos para o seu filho, atribuindo o sucesso à professora, que soube tirar proveito deste ao criar suas próprias estratégias.
De acordo com a pesquisadora Délia Lemer, contingência é saber o tempo (quando) que cada criança deve ser desafiada, instigada em sua medida para o despertar da aprendizagem.
No texto de Leonardo Boff (fábula-mito) a respeito do cuidar, foi colocado que este é antes de mais nada uma atitude (ocupação/preocupação/responsabilidade/envolvimento afetivo), o que vai além do cuidar mecânico (o dar banho, o alimentar, etc). É importante o estabelecimento do vínculo (a qualidade). A dimensão do cuidado há de ser: material, pessoal, social, ecológica e espiritual.

AULA 10

EMENTA: Falar, contar, ler e escrever; alfabetização na educação infantil? - Discutir a leitura e escrita na educação infantil. Práticas sociais de leitura e de escrita: o que se escreve, para que se escreve? Alfabetização e letramento. Algumas reflexões sobre os processos individuais - como se escreve? - pré-história da escrita e psicogênese da linguagem escrita

TEXTOS:
KRAMER, Sonia. Arma e Sonho . IN: POR ENTRE AS PEDRAS: ARMA E SONHO NA ESCOLA. São Paulo: Ática, 1993.
CORSINO, Patrícia. Alfabetização não tem receita, mas tem princípios. Rio de Janeiro, 1999, mimeo
KRAMER, Sonia. Conversando com professores sobre uma prática de alfabetização a serviço de classes populares. Carta a uma professora falando sobre escola e cidadania. IN: ALFABETIZAÇÃO, LEITURA E ESCRITA. Rio de Janeiro: Papéis e Cópias de Botafogo, 1995.


ATA ENCONTRO REALIZADO EM 28 /09/06 – aula 10
O encontro foi iniciado com a leitura da Ata do dia 14/09/06. Ao lê-la Tetê chama a atenção para a análise do texto de Benjamin – O Narrador, que ela considera como de difícil entendimento por ser uma obra densa, na qual Benjamim faz uma crítica a falta de memória do mundo carregado de informações novas. Tetê cita que “bons textos deixam brecha para novas leituras e reflexões”.
Tete não tendo em mãos a ata do encontro do dia 21/09/06 se reporta as ações desta data em que a turma, dividida em grupos, escolheu dentre os vários livros disponíveis na biblioteca, um livro de histórias para fazer uma análise mais detalhada, tendo como parâmetros as categorias sugeridas no texto de Patrícia Corsino, “Literatura e infância; limites e possibilidades da literatura infantil para as crianças de 0 a 6 anos”. Deveriam ser observados coerência, valor do texto para ser uma boa leitura, em relação a ilustração deveria ser analisada se ela dialogava com o texto, se era estereotipada, se possibilitava uma leitura mais rica. Também foi feita uma crítica tendo em vista que, a partir de um dado momento, a literatura infantil passou a buscar um objetivo pedagógico, despindo as obras do seu valor literário e, por isso, perdendo em qualidade.
Relemos um breve trecho do livro de Ana Maria Machado, “Como e por que ler os clássicos desde cedo”, que fala da leitura como alimento do espírito e atividade que nunca deveria ser obrigatória.
A proposta de hoje inicia com a Tete relatando um encontro realizado na escola Sá Pereira com a diretora da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, a pedagoga Bete Serra, e Luciana Sandroni, autora de livros infantis, que foram conversar com os pais e professores a respeito da importância da literatura na formação das crianças. A proposta pedagógica da escola almeja favorecer o hábito da leitura em todos os segmentos escolares. Para a abertura desse encontro, foi produzido um vídeo com depoimentos de alunos e professores e que teve, dentre outros objetivos, dar visibilidade ao trabalho de incentivo à leitura desenvolvido pelo corpo docente e discente para os pais.
Tetê levou este vídeo para que fosse feita uma reflexão sobre as diversas formas de se trabalhar com a literatura no universo escolar e depois abriu para que os presentes pudessem comentar que tipos de atividades chamaram mais a atenção.
Dentre os trabalhos apresentados no vídeo foi possível fazer algumas anotações da Contação de Histórias compartilhada por professor e alunos que proporcionou a troca de idéias e emoções; da proposta de resenha que favorece o desenvolvimento de uma escrita crítica, já que são produzidas pelos próprios alunos. As resenhas ficam à disposição de outras turmas, na biblioteca, possibilitando a leitura por todos. A leitura em capítulos de textos mais longos pode ser uma “delícia”, pois pode encantar e prolongar o tempo, propiciando uma maior diversidade de leituras. Ouvir os critérios que os alunos utilizaram para a escolha de uma obra, possibilita reconhecer e compartilhar o conhecimento de autores, gêneros literários, além de suas relações de afeto com o livro. Trazer livros de casa (Ciranda de Livros) pode ampliar o repertório dos alunos. A leitura preparada por algumas crianças para ser apresentada para os amigos, pode favorecer a responsabilidade e a oportunidade da criança “entrar” no texto e conhecer autores que não escrevem apenas ou necessariamente para crianças.
As atividades que chamaram mais a atenção dos presentes foram:
Livros que se contam em capítulos;
Crianças falarem sobre a obra, os autores, os critérios para escolha de livros;
Virgínia comenta sobre a resistência por parte dos pais, que enfatizaram a realidade local, em especial a falta de tempo para acompanhamento das tarefas, a respeito de um trabalho com Clássicos que foi desenvolvido por uma professora da sua escola, que propôs resumos ilustrados, que foram espalhados pelas dependências da mesma. Esse trabalho também foi criticado por alguns professores da escola, inclusive os da sala de leitura.
Tetê põe para nós a reflexão do comentado enfatizando que a leitura não pode ser obrigatória como também não deve estar vinculada a alguma tarefa. Uma colega comenta seu sentimento de desprazer quando foi obrigada a ler “O Menino do dedo verde”, mas que muitos anos depois se deliciou com a leitura de forma espontânea e prazerosa.
Após diversos comentários por parte dos cursistas, Tetê fala sobre as atitudes para se criar vínculos afetivos com a leitura.
Foi dado como encerrado, esta etapa do encontro de hoje e partiu-se para a seguinte .
Os textos “Conversando com professores sobre uma prática de alfabetização a serviço das classes populares” e “Arma e Sonho” foram comentados superficialmente pois muitos alunos não tiveram a oportunidade de lê-los antecipadamente. Serão novamente discutidos no próximo encontro.
Esses textos, segundo Tetê , são parecidos porque falam da importância do compromisso do professor com a alfabetização, mesmo em condições que pouco favorecem.
A Tetê coloca que o objetivo deste encontro é fazer uma reflexão sobre o processo de alfabetização e propõe a análise da escrita de crianças de 4 a 6 anos de uma dada escola.
Os presentes se dividiram em 5 grupos e receberam xerox composta de 3 páginas. Na 1ª, o proposto aos alunos foi o desenho de animais que convivem com esquimós e criação de uma legenda. O projeto da turma se chama “Terras geladas”. Na 2ª, o projeto da turma em questão se relaciona à cidade e aos locais de moradia, por isso os registro tinham essa vinculação temática. Na 3ª, a turma se dedicava ao estudo dos castelos. Nesse grupo foi feito um ditado de palavras relacionadas a esse contexto. E na última página, pudemos ler um bilhete elaborado espontaneamente, isto é, sem a interferência do professor, por alunas de 6 anos para um aluno da 4ª série. O que deveria ser analisado era o nível de reflexão de cada criança sobre a escrita, em que momento se encontram, que tipo de relações são capazes de fazer (numérica, silábica, fonética, ortográfica etc)
As reflexões dão conta de que hoje ao se analisar estes escritos, com embasamento em Emília Ferreiro a respeito da construção da escrita pelas crianças, se observa as possibilidades de escrita que vão construindo não como erros, mas como acertos possíveis. Comentou-se também que a cópia não garante a reflexão.
Foi colocado pela Tetê qual poderia ser o papel do educador neste processo e que, com certeza, não deveria ser o de mero espectador. Tetê sugere o trabalho com pequenos grupos para que o professor possa se dedicar às diferentes demandas da turma, trabalhos em duplas, trios, para que as crianças possam construir conhecimentos sobre a escrita a partir da interação, e a análise sensível do desenvolvimento da escrita de cada uma, ao longo do ano, para que se tenha subsídios para pensar na melhor forma de desafiá-las, dentre outras estratégias.
Este tema levantou polêmicas e a participação de todos.
Ao retornarmos do lanche Tetê solicitou a Solange que lesse seu texto que foi um dos ganhadores do concurso “Devemos ver com os olhos livres”, inspirado na obra de Oswald de Andrade. Todos concordaram que o texto tem muito fundamento quando fala de ver com os olhos do outro e da necessidade de se estar envolvido e, ao mesmo tempo, de se distanciar para olhar, possibilitando a compreensão do processo do aluno. Uma colega sugeriu que Solange poderia colocar seus escritos no livro da SME – produção de alunos e professores.
Dando continuidade ao encontro, Tetê apresentou o vídeo “Menino quem foi seus mestre – Língua Portuguesa na Pré-escola”. Este vídeo trata da análise da leitura e da escrita. Tetê também se referiu ao vídeo de Telma Vaz que contém uma análise dos avanços e retrocessos e orienta no sentido de como intervir no processo de construção da leitura e escrita da criança. Para Tetê “a criança não deve ser etiquetada” em níveis ou etapas, mas o conhecimento da psicogênese da língua escrita pode ser uma ferramenta importante para os professores. Levantou-se, então, a polêmica entre os participantes sobre o tipo de letra que se deveria utilizar para nesse momento de alfabetização. Parece consenso a letra caixa alta por não exigir uma maior coordenação motora.
Lemos e discutimos o texto “Alfabetização não tem receita, mas tem princípios”, de Patrícia Corsino, relacionando as questões levantadas com a práticas em sala de aula, mas não chegamos a finalizar a atividade que deve ser concluída no próximo encontro.
Tetê solicitou a leitura de dois textos , já mencionados , para a próxima aula e encerrou o encontro.

AULA 9

EMENTA: A criança e a literatura – O que se ensina e o que se aprende com a literatura? O ciclo de vida do livro: da produção ao acesso. Contar histórias como e para quê? Livro infantil x livro de literatura infantil – textos e seus usos e funções. Contar histórias, ler histórias.

TEXTO: CORSINO, Patrícia. Literatura e infância; limites e possibilidades da literatura infantil para as crianças de zero a seis anos. Rio de Janeiro, out/2000, mimeo.

ATA do dia 21/09/2006
No nono encontro, que aconteceu no dia 21/09/2006, a professora dinamizou a discussão do Texto “Literatura Infantil: da Produção à Recepção” de Patrícia Corsino. Ao longo da discussão foram levantadas algumas questões importantes para reflexão, tais como: professor mediador de cultura, a necessidade de termos consciência das práticas pedagógicas que levamos para dentro das salas de aulas e que são repetidas sem reflexão, como por exemplo: Por que temos algumas rotinas (formar, usar músicas para pedir silêncio, etc). A professora pediu para pensarmos sobre essas práticas, e questionou: quantas rotinas estão embutidas para serem utilizadas para disciplinar. Ao longo da leitura e da discussão o grupo foi convidado a refletir sobre o que é literatura e o que não é literatura, nesse momento algumas pessoas perguntaram: É certo ou errado não trabalhar com textos que não são literatura? Nesse momento a professora mediou dizendo que é importante não cair na polarização: certo ou errado, chamando atenção que todos nós devemos ter consciência das ações pedagógicas que levamos para o interior de nossas salas.
No momento seguinte passamos para leitura e conversa sobre o texto “História aberta: Por uma arte de contar histórias”, de Fanny Abramovich. Logo após, o grupão foi dividido em grupos menores que receberam a seguinte tarefa: escolher um livro infantil nas prateleiras da sala de leitura e conversar, justificando a escolha daquele determinado livro e resumindo a história. Depois o grupo iria pensar em alguns critérios para escolher um bom livro infantil. Após o levantamento desses critérios, comparar com os critérios que foram utilizados por técnicos, que trabalharam na seleção de livros que seriam distribuídos pelo MEC às escolas da rede. Finalizando, o grupo tinha que produzir um parecer sobre o livro escolhido. Após a tarefa cumprida o grupo apresentou o trabalho discriminado abaixo:
GRUPO 1- formado por: Cris, Leila Rosane e Ana Paula. O grupo deu maior destaque aos seguintes critérios: contextualização do livro, qualidade da ilustração.
Sopa de Botão de Osso, de Aubrey Davi, Editora Brinque –Book, Autor:.
PARECER – O livro “Sopa De Botão De Osso”, da Editora Brinque –Book, do autor Aubrey, com Ilustração de Dusan Petricic, conta a história de um pobre mendigo que numa noite de inverno buscava comida e abrigo. E o povo da cidade se mostra tão frio quanto a neve. A partir de um milagre que ele promete, tudo se transforma na cidade. Todos aprendem uma lição.
Uma história de fácil leitura não se prende a faixa etária, as ilustrações são de qualidade. É um conto popular estrangeiro, que se enquadra no gênero – fábulas, que pode ser feita a correlação com conto popular nacional (tradição oral) de Pedro Malazartes – Sopa de Pedra. Não apresenta um histórico do autor e do ilustrador.
GRUPO 2 – formado por: Martha, Virginia e Haidéa. O grupo pensou nos seguintes critérios: boa apresentação, ilustração criativa/uso das cores, tipo de letra, tamanho, do imaginário para o real, cultural e oportunidade de estabelecer relaçãoes internamente.
A semente que veio da África, Heloisa Pires Lima, George Gneka e Mário Lemos, Editora Salamandra.
PARECER - O livro estabelece uma conexão entre mundos diferentes, mas que estão bem próximos, pela questão cultural, da formação do nosso povo. Além de estabelecer um vínculo contínuo entre o imaginário e o real, dá oportunidade ao leitor/ouvinte de estabelecer relações internas e externas com o seu mundo, além de sugerir uma expansão ao mundo das adaptações criativas (jogo, semente, pedra). Procura também resgatar valores através da afetividade. A oportunidade oferecida pela ilustração e fotos, além de depoimentos cotidianos dos autores nos leva à uma reflexão de mundo. Criança – cultura vivência – recriação (valorização da sua vida? Ou do outo?). Parece um texto informativo.
GRUPO 3 – formado por: Janaína, Tatiany, Cristiane e Sandra. O grupo pensou nos seguintes critérios: ilustrações que complementam a história, projeto gráfico (tipo de papel, de letra e formato do livro), tratamento do tema, linguagem utilizada, título atraente e informações sobre a obra (autor, editora, ficha catalográfica, etc)
Ritinha Bonitinha, de Eva Furnari, Editora Formato.
PARECER – “Ritinha Bonitinha”, de Eva Furnari, Editora Formato, é um livro de imagem que conta a história de uma menina muito vaidosa que gostava de passar batom e foi perseguida por um grande animal que a assustou.
Por ser um texto de imagem, desenvolve a oralidade e a criatividade, dando margem ao leitor de complementar a história, que, no final, revela uma grande surpresa. Aquele animal apesar de ser aparentemente assustador, na verdade só queria a amizade da menina.
GRUPO 4 – formado por: Márcia, Jessy, Sheila e Cláudia.
Que nem Elas Que nem, de Cecy Fernande de Assis, Editora Formato.
PARECER – O livro “Que nem Elas Que nem” faz parte de uma trilogia que recria parlendas dos séculos XVI e XVII. Apresenta uma linguagem bastante interessante, envolvente, agradável e bem humorada que, através da poesia, brinca a todo o tempo com as palavras. O texto estimula o poder de criação do leitor em qualquer faixa etária e, para as crianças pequenas, pode ser trabalhado em capítulos. As ilustrações dão o sentido de continuidade do texto, na maioria das vezes. Nossa crítica fica por conta do título, um pouco confuso, e da ausência das fotos do autor e ilustrador do livro.
No final do encontro, retomamos as ilustrações que havíamos produzido na aula passada sobre as narrativas recordadas por algumas colegas. Observamos os diferentes estilos e nos perguntamos: Por que para alguns é tão difícil desenhar? Por que chegamos a idade adulta achando que não sabemos desenhar? Por que o desenho da maioria se parece tanto com os desenhos infantis esteriotipados? Por que ousamos tão pouco em nossa expressão gráfica? Que formação artística tivemos? Qual o repertório visual que construímos ao longo de nossas vidas que pudesse nos inspirar para criações mais livres e criativas?

AULA 8

EMENTA: Ser humano: linguagem e narrativa- Criar espaço para narrativas de histórias. Discutir as questões postas por Benjamin no texto O Narrador. Linguagem como enunciação. Sentido e significado. Relação pensamento e linguagem.

TEXTOS:
OSWALD, Maria Luiza M. B. Infância e História: leitura e escrita como práticas de narrativa IN. KRAMER E LEITE (orgs). INFÂNCIA: FIOS E DESAFIOS DA PESQUISA. Campinas, SP: Papirus, 1996.
KRAMER, Sonia. Torta de amoras e Xerazade. IN: POR ENTRE AS PEDRAS: ARMA E SONHO NA ESCOLA. São Paulo: Ática, 1993.

Ata da aula do dia 14 de setembro de 2006
Iniciamos a manhã com a leitura da ata da semana anterior.
Tetê iniciou os trabalhos do dia dividindo a turma em grupos previamente formados, para uma troca de idéias a respeito da leitura de fragmentos do texto “Infância e História: Leitura e escrita como práticas de narrativa”, de Maria Luiza Oswald. Cada grupo ficou responsável por produzir uma síntese de cada teoria do conhecimento apresentada no texto. Após a troca de idéias, cada grupo falou um pouco sobre uma das teorias:
Empirista
Interacionista-construtivista
Sociointeracionista
Crítica da cultura
Tetê fez a leitura de “O Narrador”, de Walter Benjamin. O texto fala da importância da narrativa e dos espaços deixados pelo narrador, onde é possível fazer a troca e a construção coletiva de sentidos através da complementação. Benjamin critica as ideologias progressistas, discutindo a modernidade quando a informação só tem razão no momento em que é nova. O autor traz a importância da memória para se resgatar o passado. Identifica a experiência da narrativa como uma prática enraizada na tradição.
Em seguida falamos do texto “Torta de amoras”, do livro “Por entre as Pedras”, de Sonia Kramer. Gal falou que em sua função como coordenadora sofre muito com a cobrança por parte dos professores por uma receita da “torta de amoras”, ela relatou que utilizou o texto com o seu grupo de professores. O grupo falou das novas teorias que nos são impostas, negando o nosso passado.
Do outro texto, Xerazade, do mesmo livro, foi dito que a narração pode ser transformadora do conhecimento encontrado na história. E que assim como a narrativa salvou Xerazade, a mesma pode nos salvar do fracasso escolar.
No momento seguinte assistimos o filme: “As crianças e as histórias”, da série “Menino quem foi seu Mestre?”. Vimos que as histórias alimentam a imaginação e contribuem na formação e desenvolvimento das crianças pois geralmente estão ligadas a fatos culturais. A narrativa resgata a nossa cultura e pode transformar o dia-a-dia da escola mais prazeroso e com muito mais sentido.
Tetê entregou o texto “Literatura Infantil: da produção à recepção e pediu que o mesmo fosse lido para o próximo encontro.
Continuando, Tetê entregou outro texto “Por uma arte de contar histórias”, de Fanny Abramowit, que retirou do site doceletra.com.br. O texto foi lido pela turma e depois Tetê propôs um momento de relaxamento onde pediu que cada um lembrasse de uma situação do passado em que vivenciou uma narrativa. Algumas alunas contaram suas recordações. Na maioria dos casos os pais eram os responsáveis pelas mesmas. Depois nos ofereceu papel e canetinhas e pediu para que representássemos em grupo de alguma forma as quatro histórias contadas: Assombração; O rato e o leão; O macaco e O gato de botas. Como estávamos estourando o horário, a atividade será finalizada na semana seguinte.

Hora do lanche!

AULA 7

EMENTA - O conhecimento como criação – Como a criança conhece?O que as crianças de hoje conhecem? Discutir as principais características das teorias do conhecimento (inatismo, empirismo, interacionismo). Enfatizar o interacionismo colocando em discussão as semelhanças e diferenças entre Piaget e Vygotsky. Enfatizar alguns pontos do interacionismo sócio-histórico e suas conseqüências para a educação (desenvolvimento, aprendizagem e educação, zona de desenvolvimento proximal, formação de conceitos, o brinquedo e brincadeira, relação pensamento e linguagem)

TEXTO:
KRAMER, S e NUNES, Teorias do conhecimento de Piaget e Vygotsky e alfabetização: o bebê e a água de banho. IN: KRAMER, Sonia. ALFABETIZAÇÃO, LEITURA E ESCRITA:FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM CURSO. Rio de Janeiro; papéis e Cópias de Botafogo e Escola de Professores, 1995.

Ata da aula do dia 31 de agosto de 2006
No dia 31 de agosto de 2006 deu-se início a mais uma aula do Curso de Extensão em Educação Infantil, com a leitura da ata da aula anterior feita pela Márcia. Em seguida, utilizando os inventários que fizemos com nossos alunos sobre o acervo cultural que eles possuem, formamos grupos para discutir sobre o resultado obtido e avaliar até que ponto as crianças estão sendo influenciadas pela mídia e, como nós professores estamos interferindo neste assunto. Pudemos concluir que na maioria dos grupos as crianças possuem um grande interesse em ouvir lendas do folclore (talvez pelo fato de estarmos trabalhando isso neste momento), brincar de pique e ouvir músicas de igreja entre outros assuntos.
Tetê comentou que percebeu a influência religiosa, coisa que chama a atenção de todos pois, pelas leis brasileiras, a escola pública deve ser laica e respeitar as diferenças. Jessy e Marta também comentaram como a religião evangélica interfere na participação dos alunos na escola, em relação às festas juninas e as danças originárias da cultura africana. Tal fato pode ser explicado pela forma de vida dos pais que influencia na educação das crianças.
Foi sugerido pela Tetê que levássemos mais músicas eruditas para os nossos alunos, para que eles diversifiquem e ampliem seus conhecimentos, aproveitando que o rádio é um recurso barato e super rico.
Comentou-se também sobre o uso do vídeo, questionando-se com que finalidade ele é usado. Será que tem relação com o planejamento ou ele é só um “tampa buraco”?
Em seguida, utilizando o texto “Teorias do Conhecimento de Piaget e Vygotsky e alfabetização”, de Sonia Kramer, nos reunimos em grupos para que cada um fizesse uma síntese das perguntas sobre o conhecimento e os pontos de vista de Piaget e Vygotsky.
Logo após, assistimos a um programa feito pela TV Cultura na creche da Universidade de São Paulo e na Escola Sá Pereira que falava sobre a importância da interação entre as crianças.
Assistimos também ao programa “Infância”, um vídeo de uma série produzida na década de 80 pelo Governo Federal para a TV Educativa chamada “Menino quem foi teu mestre?”, composta de 20 programas destinados à Educação Infantil.
Tetê sugeriu que nós anotássemos aspectos do vídeo que já tivéssemos discutido em sala durante essas 7 primeiras aulas do curso.
Jessy questionou como “dar conta” dessa cultura da qual não fazemos parte, e Tetê sugeriu que trouxéssemos experiências que promovessem o diálogo e não experiências que silenciassem as crianças.
No final, Gal conversou com Andréia a respeito de que local serão realizadas as próximas aulas, mas não se havia chegado a nenhuma conclusão até o momento.
O “dever de casa” foi a leitura do texto “Infância e História: Leitura e Escrita como práticas de narrativa”, de Maria Luiza Oswald (cada grupo ficou responsável por ler e sintetizar uma teoria) e a leitura das narrativas “Torta de Amoras” e “Xerazade”, de Benjamim, que estão no livro “Por entre as pedras”, de Sonia Kramer.
Tatiany Lopes Chaves

AULA 6

EMENTA - A criança e a sociedade contemporânea – Discutir a criança, a mídia e o consumo. Criança e TV; criança e computador/internet. A idéia de alteridade. Como fica o desenvolvimento infantil hoje face às novas linguagens e facilidade de acesso às informações. Uma nova subjetividade está sendo construída para todos, do mesmo jeito? Inclusão x exclusão. Analisar o IDH dos bairros (o acesso ao conhecimento, renda familiar, expectativa de vida são alguns itens para se medir o Índice de Desenvolvimento Humano), situar o grupo de alunos e pensar o lugar da educação infantil frente aos desafios da contemporaneidade.

TEXTO:
SANTOS, Núbia de Oliveira. O consumo nas práticas culturais infantis: crianças e adultos no contexto de uma escola pública. Publicado no CD da 28a. Reunião Anual da ANPED. GT7: Educação de crianças de 0 a 6 anos.


Ata referente ao dia 24 de agosto/06
Iniciamos a manhã definindo a alteração de local do curso que, segundo Elaine, a partir de setembro, poderá ser realizado na E.M Getúlio Vargas (Bangu).
Tetê deu início aos trabalhos do dia sugerindo uma dinâmica que desse conta da leitura dos relatos das memórias de nossas infâncias ainda não lidos. A proposta da mesma consistia na identificação dos produtos e bens culturais, produzidos para as crianças, que permeassem esses relatos. Ana Paula, Claudia, Fatima, Celia, Tatiany, Sandra, Cristiane e Elaine leram os seus. Tetê leu o da Jessy e Virginia, Marta e Luciane, por terem se unido ao grupo no terceiro encontro, fizeram os seus relatos orais na hora. Tetê sentiu-se convidada e também fez o seu.
Observou-se, de maneira geral, em todos os relatos, um acervo grande de brinquedos e brincadeiras. Luciane mencionou o trabalho em sua escola sobre o Folclore e a possibilidade de resgate destes brinquedos. Tetê ressaltou que o nosso papel, enquanto professores, é o de passar esta tradição, esta memória para os nossos alunos, uma vez que hoje, a maior parte dos brinquedos eletrônicos, dificulta o poder de criação. Ana Paula enriqueceu este ponto citando o trabalho com reciclagem e outros, manuais, feitos pelos seus alunos.
Vimos, também, que a lógica do mercado, ao longo do tempo, foi alterando esses relatos, pois a imagem foi sendo impregnada pelo consumo exacerbado e o mercado tomando espaço dentro dos meios culturais. Se ontem, por exemplo, nossas coleções eram de chaveiros, pedras ou selos, hoje, as de nossas crianças, são dos brinquedos do McDonald's e dos acessórios da Barbie. O ato de colecionar foi sendo substituído pelo simples ato de comprar. Neste momento, Tetê circulou dois catálogos: o museu das bonecas e o museu dos brinquedos.
Em seguida, lemos o texto "O consumo nas práticas culturais infantis: crianças e adultos no contexto de uma Escola Pública", de Núbia de Oliveira.
Alguns aspectos importantes foram considerados, como a possibilidade de fazermos uma crítica do presente e mesmo do passado, e a tentativa de Benjamin de compreender o mundo através do olhar da criança que, por ser tão diferente do olhar do adulto, muitas vezes, transgride (a criança) a realidade (método do desvio). Outro aspecto levantado foi o da importância de conscientizarmos nossas crianças sobre o consumismo desenfreado e a necessidade de que a escola diga não a este assédio, uma vez que sua visão deve ser crítica e reflexiva. Talvez, nosso grande desafio, hoje, seja o de voltarmos para as nossas escolas com posicionamentos políticos mais diferenciados.
Algumas questões específicas que ocorrem nas U.Es, com relação a lanches e merenda escolar, foram colocadas, gerando uma certa polêmica, e Tetê finalizou o ponto ressaltando a importância de que, dentro de nossas limitações e possibilidades, devemos ter a clareza do que podemos fazer.
Neste momento, Janaína leu a ata do encontro passado que, por sinal, ficou excelente.
Em seguida, Solange encantou-nos ao interpretar a música (que foi distribuída) "Uma canção desnaturada", de Chico Buarque.
Tetê leu para nós alguns trechos do livro "Poemas para crianças extremamente inteligentes de todas as idades" e falamos sobre como se faz importante o ato do professor compartilhar com seus alunos a relação de prazer/encantamento com uma literatura de qualidade. Logo após, deliciou-nos com a leitura do livro "Casa de avó é sempre Domingo", levando-nos ao seguinte questionamento: como podemos transformar nossa sala de aula em casa de vó? Será que esse espaço de imaginação, prazer e criação está existindo?
Do livro "No olho da rua - historinhas quase tristes" ouvimos "O menino e o livro" e, assim, fechamos os trabalhos deste encontro que propiciou-nos, prazerosamente, a reflexão sobre literatura.
Como "dever de casa", Tetê solicitou-nos a leitura e o fichamento das idéias principais do texto "Teorias do conhecimento", da ementa e, ainda, um inventário sobre livros, músicas, brinquedos, brincadeiras, desenhos, que nossos alunos mais gostam, para que possamos ter uma visão maior do universo cultural em que estão inseridos.
Marcia Figueiredo Mansur Santos

AULA 5

EMENTA - A cultura da infância e a infância na cultura – A idéia é discutir as produções culturais para a infância e como a criança se insere ou é inserida na cultura mais ampla. Como cada vez mais se segrega a infância em grupos etários e como, paradoxalmente, a criança também não é preservada de nada que acontece à sua volta. Infantilização x adultização. Que concepções de infância estão subjacentes às diferentes produções culturais como: teatro, literatura, cinema, música, brinquedos e outros produtos culturais destinados às crianças? Olhar crítico sobre estas produções. A arte tem idade? Cultura de massa e a infância. Condições de acesso às produções culturais. O professor como mediador da cultura. Ampliação do acervo cultural como uma das questões para se pensar a educação infantil.

TEXTO:
TERRY, Marcela. A infância cantada na música popular brasileira. IN: FAZOLO, E, CARVALHO, M., LEITE, M. e KRAMER, S. (orgs). EDUCAÇÃO INFANTIL EM CURSO. Rio de Janeiro: Ravil, 1997.

Ata do encontro de 17/08/2006 – Curso de Educação Infantil – PUC/SME
O nosso quinto encontro teve como tema “A cultura da infância e a infância na cultura”.Começamos lendo a ementa deste tema e logo após ouvimos a música “O filho que eu quero ter” de Paulinho da Viola, já que a proposta deste encontro era, através da MPB, fazer uma leitura dos conceitos de infância presentes na sociedade.Foram entregues os livros “Educação infantil em curso”. Logo após, começamos a leitura do texto base “Infância cantada na música popular brasileira” de Marcela Terry, que faz parte do livro que recebemos. Maria Teresa trouxe algumas músicas citadas no texto para ouvirmos. Podemos perceber que as canções das décadas de 50 e 60 traziam uma concepção de infância idealizada, romantizada, que ainda hoje está presente, mas que divide espaço com canções que refletem uma postura mais crítica diante da realidade e expressam as injustiças sociais e o real modo de vida da criança em nossa sociedade, o que as torna excelente elemento de conscientização e transformação.Através das canções refletimos sobre algumas questões, como: o paradoxo entre o ideal de infância feliz e vida adulta difícil, complicada; a criança como ser incompleto, incapaz, que precisa ser protegido e a atual ausência do adulto como mediador; o estudar para “ser alguém”; a autoridade do adulto; a criança redentora, capaz de aliviar o sofrimento da vida adulta; entre outros.Percebemos também como o conceito de infância tem sido padronizado e a necessidade de diversificar essa concepção.Em seguida, assistimos a um vídeo sobre dois projetos desenvolvidos na Escola Sá Pereira. O primeiro sobre a vida de Cartola, que culminou com uma visita a Casa de Dona Zica, na Mangueira. O segundo foi uma visita à Fundação São Martinho. Ambos os projetos permitiram que crianças de classe média através da cultura, da arte, refletissem sobre uma realidade diversa da sua. Maria Teresa nos levou a refletir sobre que repertório cultural temos oferecido a nossas crianças; só o universo infantil? Ou também uma cultura geral, de qualidade?Após a leitura da ata do encontro passado, lemos e refletimos sobre o texto “cultura da infância e infância na cultura” de M.C. Soares de Gouvêa. Maria Teresa propôs como ponto de observação durante a leitura o que o texto nos auxilia na mediação da relação Cultura x Criança. Comentamos sobre a necessidade de levar a criança a partilhar experiências coletivas com sujeitos de outras idades e classes sociais. Crianças e adultos não poderiam compartilhar dos mesmos programas culturais? Também foi sugerida a possibilidade de fazer parte do curso levarmos nossas crianças para um programa cultural e Maria Teresa ficou de analisar esta possibilidade.

AULA 4

EMENTA - Diferentes crianças, diferentes propostas de educação infantil? – Discutir as questões de gênero, etnia, religião, classe social e as diferentes formas de atendimento à infância ontem e hoje. Como as concepções higienista, assistencialista e de educação compensatória se manifestaram e ainda se manifestam. Levantar questões que envolvem diferença e inclusão, direcionando para a idéia de pertencimento.

TEXTOS:
As funções da Educação Pré-escolar. In: Brasil/MEC/SEB/COEDI. Coleção Proinfantil, Módulo III, Unidade 1, Livro de Estudo – V12, Brasília: MEC, 2006, p.22-28
KRAMER, Sonia. Bicho, Bandido, Pedaço de Pão, Mulher ou Mulherzina? IN: POR ENTRE AS PEDRAS: ARMA E SONHO NA ESCOLA. São Paulo: Ática, 1993.

Ata do último encontro (10/08/2006)
Começamos nosso encontro com a leitura da ata da semana anterior. Logo após foi feita a distribuição do livro: “Por entre as pedras, arma e sonho na escola”, de Sonia Kramer.
Tetê conversou com o grupo sobre os atrasos, e como isso acaba atrapalhando os nossos encontros.
Dando início as nossas atividades lemos e analisamos um breve histórico do atendimento à infância e como é possível proporcionar uma infância plena nas salas de aula de Educação Infantil.
Formamos grupos para uma conversa sobre quais aspectos históricos lidos, ainda estão presentes nas nossas escolas. Cada grupo fez uma pequena encenação seguida do comentário do grupo. As colegas Gláucia e Rosane comentaram sobre o projeto inicial dos CIEPs , como eles realmente funcionavam, como era a assistência aos alunos, como tudo era “lindo" e como tudo foi se perdendo ao longo do tempo e dos governos. Gláucia também falou da importância de nos colocarmos no lugar das mães e dos alunos, que têm seus direitos e que cabe a escola zelar por eles.
Leitura do relato de infância de Sheila e Gris. Inauguramos o livro lendo algumas citações sobre os "rótulos" que são usados costumeiramente (o que é de menino ou menina), os mitos e preconceitos.
E para o próximo encontro devemos fazer a leitura na íntegra de "Bicho", "Mulher, mulherzinha" e “O anel".
Ana Paula Reis Alves

AULA 3

EMENTA - Diferentes visões de infância – Trazer a história da construção do conceito de infância e chegar até a dimensão da criança como cidadã, portadora de direitos. Enfatizar os paradoxos que envolvem a infância hoje. As diferentes formas de ser criança/ a visibilidade da infância para cada grupo e em cada época/ tempo cronológico e psicológico desta fase do ciclo de vida. Discutir o quadro político: legislação, história e cobertura do atendimento no Rio de Janeiro/Brasil.

TEXTO:
FARIA, Sonimar. História e política da educação infantil. IN: FAZOLO, E, CARVALHO, M., LEITE, M. e KRAMER, S. (orgs). EDUCAÇÃO INFANTIL EM CURSO. Rio de Janeiro: Ravil, 1997.


ATA DO ÚLTIMO ENCONTRO (03/08/2006)
Apesar das interferências iniciais causadas para o acolhimento de novas participantes, a dinamizadora conseguiu realizar as apresentações essenciais ao início do trabalho...
Dando encaminhamento, alessandra e márcia fizeram a leitura de seus textos: de cunho autobiográfico sobre a questão do "brincar"... Maria Teresa aproveitou a oportunidade para fazer observações gerais sobre a infância.
Fazendo associações, o grupo fez colocações sobre as limitações atuais que a ue e o professor passaram a ter para expandir as vivências dos alunos através de atividades culturais, de lazer e excursões, já que a questão acesso, ficou vinculada aos projetos da SME (ônibus).
A exibição de "Bilú e João "- curta de Kátia Lung ­ Crianças Invisíveis - despertou vários olhares e comentários sobre o filme, passando pela questão da autonomia e do conhecimento de vida de cada um, como fatores importantes para o crescimento individual.
O olhar do grupo, nos faz ter a certeza da sua capacidade de ver o que é primordial em termos da qualidade das relações interpessoais.
Após rápida leitura da ata anterior, nos dividimos em grupo para leitura e abordagem dos aspectos ligados a infância e a educação nos vários períodos históricos.
Audição da música meu guri (chico), com acompanhamento da letra, para nova reflexão...
Diante do horário avançado fizemos breve leitura para estudo de casos, que daremos continuidade aos comentários no próximo encontro.
Virginia Gasparello

AULA 2

EMENTA - Quem são as crianças com quem trabalhamos? – Discutir com o grupo sobre a realidade sócio-histótrico-cultural das crianças que trabalham. Traçar um panorama de cada grupo de crianças. Por em discussão as diferenças e semelhanças entre os grupos.

TEXTOS:
MACHADO, Ana Maria. Para que presta uma menininha? IN: ABRAMOVITCH, Fanny. O MITO DA INFÂNCIA FELIZ. Antologia. São Paulo: Summus, 1983.
BUARQUE, Cristóvam. Os nomes da criança. IN:
www.aprendiz.org.br


ATA
Resumo da aula do curso de extensão em Educação Infantil do dia 13/07/06As atividades começaram com a leitura do resumo da aula anterior.
Tetê escolheu, aleatoriamente, dois trabalhos feitos no último encontro sobre Histórias de criança. A colega Solange se emocionou, lembrando de seu pai,quando fez a leitura do seu relato.


À partir deste trabalho,Tetê confeccionou um dicionário, pinçando palavras que foram usadas nos textos que, por sinal, ficou bem interessante.
Foi lida uma coletânea de opiniões sobre o motivo de se trabalhar com Educação Infantil. Aconteceu uma mostra de gravuras sobre várias representações da infância: família, vestimentas, o surgimento do brinquedo, o desenvolvimento da indústria, a música(presença forte nas famílias burguesas), família circense, filhos de escravos comendo as sobras de seus Senhores, alterações da concepção das escolas(Educação).
Em seguida,foi feita a leitura de um texto de Ana Maria Machado,"Pra que é que presta uma menininha?". O texto foi comentado e debatido, com a fala de várias colegas.
À seguir,nos deslocamos para a sala de vídeo, onde assistimos a um documentário, realizado nos anos sessenta, sobre o trabalho infantil nos sinais de trânsito. Pudemos perceber claramente, que um vídeo tão antigo como este, continua bastante atual.
Retornamos ao auditório e Tetê nos mostrou um livro da FIA(Fundação da Infância e da Adolescência)"Por que eu não estou na Escola", falando sobre a exploração da criança e do adolescente no trabalho, trazendo um olhar mais sensível para a infância.
Fomos divididos em pequenos grupos de duas ou três pessoas para conversar sobre alguns mitos sobre o trabalho infantil citados no livro da FIA :
"criança pequena não trabalha"
"quem trabalha é jovem"
"o trabalho da criança e do adolescente é permitido por lei"
e mais alguns, num total de oito trechos.
Depois de conversados nos grupos, foram debatidos por todo o grupo, fazendo um confronto com a realidade das estatísticas.
Nos despedimos com a sensação de haver aprendido algo muito proveitoso no dia de hoje.
Sandra de Almeida Pereira

AULA 1



EMENTA - Ser criança– Trabalho com as histórias de vida das professoras. Ser criança ontem (relato das experiências de cada uma) e ser criança hoje. Há diferenças? Apresentação das professoras: o que moveu a escolha de cada uma pelo trabalho na educação infantil? Apresentação dos objetivos gerais do curso e as regras de funcionamento: freqüência, horário, avaliação, elaboração de um projeto, articulando teoria e prática.

TEXTOS:
FAZOLO, Eliane. Fazendo dormir as dormideiras: uma viagem à infância em companhia de Walter Benjamin. IN: FAZOLO, E, CARVALHO, M., LEITE, M. e KRAMER, S. (orgs). EDUCAÇÃO INFANTIL EM CURSO. Rio de Janeiro: Ravil, 1997.
ABREU, Casimiro de. Meus oito anos. Antologia Nacional, de Fausto Barreto e Carlos Laet. 26º ed. Rio de Janeiro: Liv. Francisco Alves, 1946.
ROCHA, Ruth. Ai que saudades. IN: ABRAMOVITCH, Miriam. O MITO DA INFÂNCIA FELIZ. Antologia. São Paulo: Summus, 1983.

ATA
No dia 06/07/06, teve início, o curso de Extensão em Educação Infantil, oferecido a professores da 8a CRE através de uma parceria entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e a PUC.
Realizado no CIEP Thomas Jefferson, o primeiro dos vinte encontros que compõem o curso, contou com a presença de 17 professores sob a coordenação da professora Maria Teresa.
A proposta inicial foi a de que cada professora fizesse um crachá, onde além da sua identificação nominal, colocasse o desenho de algo que tivesse marcado a sua infância.
Em seguida, com a finalidade de reunir as professoras em duplas, para que após uma breve conversa, cada uma apresentasse a outra ao grupo, foram distribuídos cartões coloridos, contendo cada um, parte de um determinado provérbio popular. As duplas iam se formando, a partir do momento em que cada professora se juntasse àquela que tivesse a parte complementar do seu ditado. Depois disso, cada dupla se encarregava de fazer com que o grupo descobrisse o seu ditado, através de mímica.
O objetivo dessa dinâmica era fazer a discussão sobre a influência da cultura popular, existente em alguns ditados populares, sobre a infância, como: "Manda quem pode, obedece quem tem juízo"; "O pior cego é aquele que não quer ver"; " Faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço"; "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura".
Passou-se a seguir, à leitura das poesias Meus Oito Anos (Casimiro de Abreu) e Ai que saudades (Ruth Rocha), para perceber o tipo de olhar que os autores lançam sobre a infância.
Confrontados os dois textos, vimos que o primeiro traz uma visão da infância, como uma fase em que não existe qualquer tipo de conflito entre a criança e o seu mundo social ou familiar.
Já o segundo texto apresenta a infância como uma .fase marcada pela fragilidade da criança diante das imposições que lhe são feitas pelos adultos, o que nos convida a ter um olhar mais generoso sobre o universo infantil.
Passou-se deste ponto para uma dinâmica onde vários brinquedos antigos foram apresentados ao grupo com a intenção de que o seu manuseio provocasse não só lembranças da infância de cada uma ali presente, como também a curiosidade para saber mais a respeito da história de cada brinquedo e a importância ou valor o sentimental presente em cada um. Entretanto, esse momento suscitou mais a apreciação dos brinquedos em si, pelo grupo, do que propriamente recordações. Seguiu-se a apresentação do programa do curso pela profª Maria Teresa, que expôs ao grupo cada um dos 18 módulos que o compõe.
Foi decidido também, que ao término de cada encontro, uma professora ficaria responsável pela elaboração do relatório, a ser apresentado no encontro seguinte.
Por último, e para encerrar o primeiro encontro, o grupo foi convidado a fazer um breve relato escrito de sua infância e uma avaliação desse primeiro contato.
Jessy Falcão de Aquino